O mês de junho é o menos em dias letivos (09) para nossa escola, segundo calendário oficial da Secretaria Municipal de Educação de Serra do Ramalho, por isso não desenvolvemos um projeto específico, mas incentivamos o espírito das Festas Juninas e as datas comemorativas do mês. Vejam o que produzimos.
NOSSO CASAMENTO CAIPIRA
CASAMENTO
DE FLORISBELA E CIPRIANO
NARRADOR: Esta é
uma história que aconteceu na Comunidade de Passo Fundo que é um lugar longe,
mas longe mesmo, lá onde o vento fez a curva e o diabo perdeu as botas. Foi o
casamento de Cipriano e Florisbela que de bela não tinha nada. E na igreja já
estavamJocastra (a mãe da noiva), uma beata; Zeca Tatu (o padrinho) que era
meio surdo; Santinha (a madrinha) Santa do pau oco; Zebedeu ( o pai da noiva),
um homem cabra da peste; a mãe do noivo
Astrogilda e para completar as primas da noiva Sebastiana – Que era
Tiana e virou Tiazinha e sua amiga Marilyn. Só vendo para crer onde essa
história foi dá.
(NA
IGREJA)
PADRE
(IGOR) – A comunidade de Passo Fundo se reúne hoje pra celebrar o
ajuntamento de Florisbela e Cipriano. Ué mas cadê o noivo?
ASTROGILDA(CLEUZA)-
Á meu PadimPadeCiço, inda bem que ocê chegou minino, tá todo
mundo te esperando pro teu casório.
CIPRIANO
(FRANKMAR) – Casório? Meu? É ruim heim. Eu vim aqui mode deque dissero que
um vereador tavadistribuino dinheiro pro povo.
ASTROGILDA
(CLEUZA) – Ocê tá doido minino, hoje é teu casório cum Florisbela.
CIPRIANO(FRANKMAR)
– Meu? Inda se fosse cum Madona inda ia, mas cum Florisbela cum
aquele bafo de onça, cum os óisvesgo e as perna torta, parecendo o cão chupando
manda.
ASTROGILDA(CLEUZA)
– Mas eu prometi pra meu cumpadiZebedeu.
ZEBEBEU – Será
que eu ouvi direito, ô esse fi da peste num que casá cum minha flor.
CIPRIANO(FRANKMAR)
– Cuma é qui vou casá se ela já tá imbuchada.
ZEBEDEU
(ISAEL) – Respeita minha flor, que dei um bom minréis pra seu mãemode
deque fia minha num vai ficá mãe sorteira.
CIPRIANO
(FRANKMAR) – Num caso, num caso e num caso, nem que a vaca truca em
ingreis. Muiú.
ZEBEDEU(ISAEL)
– Pois se num casá eu te corto o que tem de mais precioso.
CIPRIANO(FRANKMAR)
– Eu sô valente também, cumigo é assim, ou eu mato ou morro. Ou
corro pro mato, ou corro pro morro.
ZEBEDEU(ISAEL)
–Vortaaqui caba froxo e escolhe, ou casa ou morre?
CIPRIANO(FRANKMAR)
– Morre!
NARRADORA:
Enquanto isso lá fora:
TIAZINHA
(TAÍSE) – Ô mygod, este lugar parece não chegar nunca. Que dremônio,
veja Marilyn, quebrei minha unha.
MARILYN
(LEIDINÉIA) – Calma baby que é só uma unha, não é o fim do mundo não.
TIAZINHA
(TAÍSE) – O que falta me acontecer Jesus? Que horror, pisei numa caca
de boi.
MARILYN
(LEIDINÉIA) – Mas é uó! Vamos mulher credo olhe a igreja alí.
JOCASTRA
(LAIANE) – Sebastiana, ô Tiana, bem que me falaro qui tu tava mudada.
TIAZINHA
(TAÍSE) – Tiana não titia, tiazinha, e esta aqui é minha amiga Marilyn
(ENTRA
NA IGREJA GRITANDO)
SANTINHA(CAMILA)
– Seu noivo morreu, seu noivo morreu?
FLORISBELA(CRISTIELE)– Será
qui foi emoção dicasá cum uma princesa Cuma eu? Eu não mereço tanto!
JOCASTRA
(LAIANE) – O que acunteceu minha fia?
FLORISBELA
(CRISTIELE) – Ô mãe eu nunca namorei e já toimbuchada, nem casei e já sou
viúva.
(CARREGANDO
O NOIVO E COLOCANDO DENTRO DA IGREJA)
ZEBEDEU(ISAEL)
– Seu Padi anda ligero e faz o casório antes que o defunto
comece a feder. Sai de retro satanás, que diabos é isso?
PADRE(IGOR)
– Parabéns pra você! Ué, num é aniversário não, é casório. Uai?
E num é casório também não, é velório, e nem me avisaro.
JECA
TATU (GREICIMAR) – O que? O noivo correu?
SANTINHA(CAMILA)
– Não morreu, bateu as botas!
JECA
TATU (GREICIMAR) – O que? O noivo correu pra mota!
PADRE(IGOR)
– Cala te boca, seu vei surdo. (PAUSA) É. O rapaz morreu mesmo,
deve ter sido de susto. O pior é que nem deu o último suspiro.
TIAZINHA(TAÍSE)
– Último suspiro?
PADRE(IGOR)
– É, as sagradas escrituras nos diz que todo ser antes de partir
pra terra do pé junto, tem que dá o último peido.
TIAZINHA
(TAÍSE) – Último peido?
ZEBEDEU(ISAEL)
– Levanta seu desgramadoocê já viu difunto peidar, só se for um
froxo igual aocê. Casa logo, ou eu te mato de verdade
PADRE (IGOR)
–Vamo logo parar de confusão ne minha igreja qui isso atrasou a
hora da ladainha. Todo reunido respondem Tende piedade de nós.
- Três quilo de feijão
- Cinco quilos de arroz
- Uma rapadura
- Três metros de fumo
Oh essa é a lista de compra que a senhora dona santinha deixou
misturar ne minhas coisas.
ZEBEDEU
(ISAEL) – Esse negócio num sai logo não é?
PADRE(IGOR)
– Cipriano é de muito gosto se casar com Florisbela?
CIPRIANO(FRANKMAR)
– Gosto, gosto eu num tenho não, mas agora né. Sim.
PADRE(IGOR)
– Florisbela é de muito gosto se casá com Cipriano?
FLORISBELA
(CRISTIELE) – É de muito gosto seu padi. (PEGA NA BARRIGA)
CIPRIANO
(FRANKMAR) – Isso é que homi mermo, faz fi até no vento!
SANTINHA
(CAMILA) – Se num for homem é corno mermo.
PADRE(IGOR)
– Peguem as alianças.
CIPRIANO(FRANKMAR)
– Olha aí. Sem aliança num tem casório.
ZEBEDEU
(ISAEL) – Mas homiveje só. Jeca Tatu me arrume uma aliança no armazém
do Cirineu.
JECA
TATU (GREICIMAR) – Toma.
ZEBEDEU
(ISAEL) – Tú é surdo é? Eu falei pra pegar lá neCirineu.
JECA
TATU(GREICIMAR)– Intão, tá qui seu pneu.
JOCASTRA
(LAIANE) – Casa assim mermo gente.
PADRE(IGOR)
– Tá bom tá bom. Eu vos declaro marido e muié. E pode beijar a
noiva.
(TODOS
ABRAÇAM E BEIJAM A NOIVA)
CIPRIANO(FRANKMAR)
– Volta aqui tropa de urubu carniceiro, a muié é minha, a muié é
minha.
Autora: Professora Jeane Rufina de Souza Silva
CONVITE PARA O EVENTO
FOTOS DO SÃO JOÃO
PLANTIO DOS CANTEIROS (Dia mundial do Meio Ambiente)
Em grupos após abordagem teórica em sala de aula os alunos iniciaram a preparação dos canteiros de cordo com os elementos previamente planejados para a atividade como: bacias de plástico, mudas e sementes, esterco, água e areia. Cada grupo definiu também como seria feito a molha e a limpeza, bem como a escala dos responsáveis.





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